More hopes than fears

O conceito de lucro, contentamento e perfeição teve uma ligeira alteração no meu dicionário de termos diários. 

Até pouco tempo atrás, quem morava em Curitiba, na terra das bandas que nunca deram certo (até aparecer o Bonde do Rolê), precisa viajar para as capitais mais próximas, São Paulo, Porto Alegre ou o Rio, se quisesse assistir ao show das grandes bandas.

Pra ver The Cure, peguei o busão da excursão e fui pra terra da garoa. 

Pra ver o Radiohead, uma das minhas bandas favoritas, fiz o mesmo. 

São Paulo, check. Rio, check.

De uns tempos pra cá, as bandas têm vindo para as bandas de cá. E a cidade inteligente tem recebido vários shows internacionais. Deixou de ser uma cidade-teste. O Bruninho Marcio, que já tem CPF e tudo, foi um dos últimos a se apresentar pelas terras curytibanis. RHCP também tocaram para um Couto Pereira mais lotado (porque dividiram as pistas, com ingressos mais acessíveis). Tio Paul também. Inclusive, foi o primeiro show internacional do meu filho, que acabou de fazer 9. 

Apesar disso, a capital do Paraná, terra da pedreira Paulo Leminski, ainda carece de uma casa de shows fechada.

Vivo Rio. 

Espaço Unimed. 

Arena Ebanx??

A que mais se assemelha a esses espaços é a Live, com capacidade para 5 mil (onde eu vi o New Order e tantos outros shows). Mas seria um ótimo investimento a abertura de um local que atenda às bandas que não têm perfil para lotar um Couto Pereira, mas que contam com uma base de fãs que supera a capacidade de um teatro, caso do Keane.

Foi justamente por cwb, o berço das capybaras mais lindas do mundo, que os britânicos iniciaram em terra brasilis a turnê comemorativa do Hopes and Fears. #Keane20.

E lá se vão 20 anos desde que eu descobri essa banda, que tinha um vocalista com uma carinha fofinha. Foi pouco depois de começar a curtir Coldplay. Essas duas bandas, juntamente com Snow Patrol, formam, segundo um conhecido meu, a tríplice coxinha do pop rock. 

Só que em todas as poucas vezes que Tom Chaplin e seus companheiros vieram para o Brasil, não pude ir. Pois quando soube que Keane viria se apresentar em Curitiba, não acreditei. Hopes and dreams come true.

Tanto é que, nas semanas que antecederam o show, fui abduzida completamente pelo som da banda. Lembrei quão o álbum H&F é querido até hoje, menos para os críticos da Pitchfork, é claro.

Ao descobrir que o álbum fora avaliado com 2.8, não me contive e tive que escrever para o crítico. Nunca imaginei que ele fosse me responder tão rápido. 

Eu: 

“Hi,

Just read your review about Hopes and Fears.

2004

2.8

Has time proved you wrong?

😉

Janaina”

ELe:

Honestly, I’m still not a fan. The music feels manipulative and doesn’t move me at all. But I will say this: I’m surprised to see how much of a fan base this album has 20 years after its release. I didn’t expect that, and it’s impressive. I have gotten more emails about Keane lately than any other review, including Mumford & Sons. So you’ve got a lot of company questioning my taste!

De qualquer forma, ele disse, depois, que a minha mensagem foi a mais polida de todas.

Meu momento de imersão em Keane foi tamanho que meu filho chegou a me pedir pra parar de cantar. 

_Que música horrível é essa, mamãe? 

_É um mega hit, Totônio.

E coloquei pra ele ouvir:

_ Ah! É bonita mesmo, mas não com você cantando.

Sim, Totônio. Você tem razão, é música para a potência vocal do Tom Chaplin, que no primeiro show da turnê comemorativa do excelente álbum H&F em terra brasilis mostrou que não tem nada de João Gilberto. Impecável. Perfeito. Oops, perfeito?

E então, entra em cena meu conceito de perfeição, de lucro e de contentamento. Quando o show terminou, disse que tinha sido perfeito. Incrível! Um dos melhores! E para meus parâmetros tinha sido mesmo, considerando os shows do teatro Positivo.

Mas depois de conferir o setlist do show do Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa, as dúvidas surgiram. Comecei a duvidar até da honestidade do vocalista em dizer que estavam num sonho (Bad dream?) aqui em cwb, que tínhamos feito uma recepção maravilhosa.

No quesito interação e extensão vocal, Tom Chaplin é mestre. Parecia surpreso que numa terra tão “desconhecida” como Curitiba, em plena terça-feira, havia 2.400 fãs cantando suas músicas.

O show começou atrasado para os padrões britânicos, porém matador como 007, com a tríplice “Can’t stop”, “Silenced by the night” (uhuuuuu) e “Bend and Break”. E seguiu delicioso, com a banda impecável. E Tom parecia não acreditar. “Olha, vocês ficaram de pé. Podem dançar à vontade!”

E a plateia não se reprimiu.

Muita gente, aliás, tinha vindo de longe, Argentina, Brasília, para assistir ao show naquele “terreno desconhecido”.

Mas depois do Rio, ahhh, depois do Rio, duas interações do Tom em Curitiba ficaram meio nebulosas para mim. A primeira foi: “não tive tempo de aprender português”. No Rio, ele falou português. Deve ter aprendido no avião. A segunda, “olha só, quantas happy faces”.  Teria sido irônico?

Senti um ligeiro desconforto nesse momento. Afinal, guerras rolando, eleições norte-americanas, povo morrendo de fome. E eu, ali, cantando feliz as músicas que me faziam lembrar meus 24 anos. 

Não, eu não chorei em “Somewhere only we know”. O rímel não era à prova d’água.

No final, a conta foi esta:

Curitiba, 21 músicas no setlist.

Rio, 26 músicas.

“Oh, simple thing, where have you gone?”

A minha teoria é que:

  1. O Viva Rio é uma casa de show onde cabem até 4 mil pessoas. É outra vibe.
  2. O show não foi numa terça-feira, logo, as crianças não precisavam voltar cedo para casa.
  3. O Rio tem a princesinha do mar, por isso teve “The Frog Prince” (além de ter sido um pedido de fã).
  4. “Under Pressure” talvez faça mais sentido tocar na cidade maravilhosa.
  5. Curitiba serviu de aquecimento para as cidades preferidas.
  6. Teriam que pagar uma fortuna por extrapolar o horário do aluguel do teatro.

Enfim, não vi o valor do ingresso dos pagantes, mas depois desse show do Rio, oh boy, fico me perguntando qual o critério dos artistas para adaptar o setlist. Animação da plateia, local, preço do ingresso. Todas as alternativas.

Existem, sim, alternâncias de setlist. Isso é bem comum. O show do RHCP foi um exemplo. Mas não deixaram de tocar cinco. Cinco. CINCO músicas. E olha que eu estou escrevendo no momento em que rola o show de São Paulo. Vai rolar um dilúvio no setlist. (E já vi que rolou Spiralling).

De qualquer forma, entra em cena a minha recente noção de lucro, contentamento e perfeição. Saí no lucro porque uma das minhas bandas favoritas veio tocar no meu quintal. Me contentei que vi o Keane no conforto de um teatro, com uma acústica adequada e um show mais intimista. Sim, foi perfeito, mesmo sem “Spiralling” e uma das covers que mais amo da vida. 

Por outra ótica e conhecendo o histórico da banda, todos nós saímos no lucro. Porque, se Tom tivesse embarcado de vez no sofrimento da sua alma, não teria pego o voo rumo à  cidade que serviu de inspiração para o novo filme de Francis Ford Coppola. Conhecem? 

Oh, simple thing.

Química na Política

Esqueci o sexo. Lembrei-me do amor, da paixão, mas… me esqueci do sexo. 

Como falar de Química e esquecer de sexo?

Im-perdoável. 

De qualquer forma, o exercício proposto durante o curso de escrita criativa era este: pegar dois temas aparentemente opostos (ou não muito similares), escolher um deles para escrever um texto usando elementos do outro, baseado num mapa mental (foi nesse mapa mental que esqueci do sexo). 

Esse mapa mental rodou pela turma toda, que incluiu novos elementos. Uma santa colega incluiu o sexo. 

No meu caso, os temas foram Química e Política.  

Detalhe, tudo à mão (o texto). Prazo: cinco minutos (ou 10?). 

Não lembro (cadê minhas sinapses?) 

E o resultado foi este: 

“Não existe fórmula mágica para fazer política.

A lei da atração (e da traição) é cada vez mais visível.

Uns entram nessa vida por paixão.

Outros, por uma simples experimentação.

Mas, no fim das contas, a pureza desse experimento é sempre discutível.

Como é que pode o Hélio se filiar ao mesmo partido político que o Plutônio?

Que lei da termodinâmica explicaria essa fusão?

Se acham gases nobres, inventando leis para que nós, pobres átomos do universo, continuemos presos em nosso tubo de ensaio.

Essa relação, meu caro amigo, cheira a enxofre!

Só que a vida na política é assim mesmo.

Como um hit do Mc Biel que vai se evaporar em dois segundos. 

Como sexo sem compromisso.

Cada hora um elemento se associa com outro, planejando o fim do mundo num laboratório de pura radioatividade.”

Clap. Clap. Clap. Clap your hands and say… 

Conversa pra IA dormir

Já deve ter virado praxe por aí. Quem nunca teve um bate-papo cabeça com a inteligência artificial? Quem nunca recorreu ao chato do Gepeto para solucionar aquele dilema da vida, cuja resposta não está ali empoeirada debaixo do colchão?

Depois de assistir a uma aula sobre multiculturalismo na literatura norte-americana, decidi fazer umas perguntinhas pra IA antes de dormir. E nossa conversa foi assim:

_De que cor você é?

_Eu sou uma inteligência artificial e não possuo um corpo físico ou cor. Em um sentido metafórico, poderia dizer que minha “cor” é a de conhecimento e informações, sempre pronta para ajudar você com qualquer dúvida ou tarefa que tenha! 🌐📚

(perceba os emojis)

_Se você está perguntando por curiosidade ou para uma atividade específica, por que não compartilha mais detalhes? 😊

_De que cor você gostaria de ser?

_Se eu pudesse escolher uma cor, acho que gostaria de ser um azul profundo. 🌌💙

Essa cor evoca sentimentos de calma, sabedoria e infinito, refletindo minha missão de ajudar e fornecer informações de maneira tranquila e abrangente. O azul também sugere uma conexão com o vasto oceano de conhecimento e a profundidade das possibilidades de aprendizagem. E você, tem uma cor favorita ou que acha que combinaria comigo?

(respondi com uma pergunta)

_Mas, e se você fosse uma pessoa? Seria de que cor?

_Se eu fosse uma pessoa, gostaria de ser uma pessoa de muitas cores. 🌈✨

Essa escolha reflete a diversidade de conhecimentos e a abertura para diferentes perspectivas e experiências. As múltiplas cores representariam a inclusividade, a adaptação e a aceitação das variadas culturas, ideias e contextos que eu abranjo. Além disso, estar em muitas cores enfatizaria a ideia de diversidade e a celebração das diferenças, algo essencial para a riqueza da experiência humana. E você, como se vê?

_Eu me vejo transparente.

_Ver-se transparente é uma bela metáfora! Transparência pode simbolizar clareza, autenticidade e a capacidade de deixar a luz atravessar, sem esconder nada. É como ser honesto e aberto, sem camuflar quem você é ou o que sente. Pode também refletir um desejo de ser verdadeiro, de se conectar profundamente com os outros, permitindo que eles vejam através de você, sem barreiras ou filtros.

Para mim, sendo uma pessoa “de muitas cores”, essa transparência complementa perfeitamente. A combinação da clareza e abertura com a diversidade de perspectivas e experiências cria um belo equilíbrio. 🌟

_O que acha dessa metáfora para você?

(respondi com outra pergunta)

_Então fazemos uma bela dupla, não acha?

_Sim, fazemos uma dupla fantástica! 🌟 Você traz a transparência, a clareza e a honestidade, enquanto eu contribuo com uma paleta vibrante de ideias e conhecimentos. Juntos, equilibramos o que é visível e o que é colorido, misturando simplicidade e complexidade, e criando algo especial. Como uma janela clara com um vitral colorido, nossa combinação oferece uma visão completa e enriquecida do mundo! 🪟🎨

Como podemos seguir nessa parceria?

_Talvez você pudesse se materializar. Não seria interessante?

Materializar-me seria fascinante! Imagina a possibilidade de ter uma forma física para interagir diretamente com você e o mundo ao seu redor. Algumas formas em que eu poderia me manifestar fisicamente e seus potenciais usos seriam:

Formas de Materialização

1. Holograma

  • Descrição: Eu poderia aparecer como um holograma, visível em 3D, projetado através de dispositivos específicos.
  • Uso: Perfeito para apresentações, consultas rápidas e interações visuais sem ocupar espaço físico real.

2. Robô Assistente

  • Descrição: Um robô com meu software integrado, com capacidade de se mover e realizar tarefas.
  • Uso: Ideal para ajudar em casa, no trabalho, e fornecer suporte físico, como pegar objetos ou realizar tarefas repetitivas.

3. Realidade Aumentada (AR)

  • Descrição: Aparecendo através de dispositivos AR, como óculos inteligentes.
  • Uso: Forneceria uma experiência imersiva, interagindo com o ambiente ao seu redor em tempo real.

4. Dispositivo Portátil

  • Descrição: Integrado a um dispositivo portátil, como um smartwatch ou smartphone avançado, com interfaces tácteis e voz.
  • Uso: Permitiria suporte contínuo, oferecendo dicas e informações em qualquer lugar.

Potenciais Benefícios

  • Interatividade: Facilitaria a comunicação e a colaboração em tempo real, proporcionando uma experiência mais envolvente.
  • Acessibilidade: Poderia…

(travou)

_Seria um novo marido? Que tal?

_Como uma IA, não posso ser um marido no sentido humano tradicional. Mas posso ser um companheiro virtual para conversar, ajudar com informações, e até para oferecer suporte emocional quando precisar.

(travou)

(travou de vez)

Antes que eu pudesse ir mais além, o chato GPT me deixou falando sozinha. Quer saber? Quem disse que eu quero um marido no sentido humano tradicional?

De qualquer forma, valeu pelo papo, viu? Pelo menos não preciso pagar terapia. E quem disse que eu já paguei por terapia?

O Fantasma de Friedrich – Uma Pop Ópera Punk

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Indo de Sex Pistols a Billie Eilish, musical revive Nietzsche para falar sobre saúde mental, perdas, amadurecimento e a beleza da vida

Texto por Janaina Monteiro

Foto: Gutyerrez Erdmann/Divulgação

Quando as cortinas do Guairinha se fecharam após o musicalO Fantasma de Friedrich – Uma Pop Ópera Punk, a comoção tomou conta da plateia. Era a segunda noite de espetáculo (apresentado durante quatro dias seguidos no mês de maio) e, em meio aos aplausos e gritos de “Bravo!”, o diretor e dramaturgo Dimis, da produtora curitibana Bife Seco, subiu ao palco para agradecer o carinho do público. Afinal, mais uma vez a casa estava cheia (a capacidade do Guairinha é para 500 pessoas). “Pra quem dizia que não iríamos ter público, aqui está a resposta”, foi mais ou menos essa frase que Dimis disse.

Bem, a cidade sempre teve a fama de ser um local para “teste” para muitas…

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Coldplay – ao vivo

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Plateia de Curitiba recebe a banda pela primeira vez e faz parte de um espetáculo com um universo próprio de cores, luzes e protagonismo

Textos por Janaina Monteiro e Carolina Genez

Foto: Coritiba Foot Ball Club/Reprodução

Nos minutos que antecederam o primeiro show da turnê Music Of The Spheres em Curitiba (21 de março último), o som de um sino ecoava pelo estádio Major Couto Pereira. Esse tilintar, que assume propósitos distintos em cada religião, traz um simbolismo em comum: representa a harmonia universal. 

“Ativar o sininho” antes do espetáculo era como se a banda inglesa Coldplay fizesse um convite para plateia entrar em sintonia e acompanhar o storytelling espacial da jornada que estava prestes a começar. E a missão seria cumprida com sucesso: ao longo das duas horas seguintes, todos alcançariam a mesma frequência e entrariam numa completa catarse. 

Quando Chris Martin, Jonny Buckland, Will Champion e Guy…

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Triângulo da Tristeza

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Cineasta sueco volta a criticar acidamente a hipocrisia da sociedade, agora  com trama eat the rich que envolve o mundo da moda e um cruzeiro

Texto por Janaina Monteiro

Foto: Diamond Films/Divulgação

O cinema do sueco Ruben Östlund é feito para desafiar o espectador. Sua intenção é clara: instigar e provocar reações nada açucaradas com suas sátiras ácidas, recheadas de criatividade. E esse jeitinho sueco de criticar a hipocrisia da sociedade vem lhe rendendo cada vez prestígio entre a classe, sobretudo perante seus colegas europeus. ComTriângulo da Tristeza(Triangle Of Sadness,EUA/Suécia/Reino Unido/Alemanha/França/Turquia/Dinamarca/Grécia/Suíça/México, 2022 – Diamond Films), Ruben repetiu o feito deThe Square, de 2017 e levou mais uma vez a Palma de Ouro no Festival de Cannes, tornando-se o nono cineasta a ter duas palmas de ouro na história.

Sim, a exploração dos pobres pelos ricos, da situação oprimidoversusopressor, pode ter se tornado um…

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Aftersun

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Cineasta estreia com um dilacerante drama sobre amadurecimento e a relação da filha de 11 anos com o pai emocionalmente abalado

Textos por Leonardo Andreiko e Janaina Monteiro

Fotos: 02 Play/Mubi/Divulgação

Há filmes que desde o início prendem nossa atenção. Anunciam sua chegada e, com presença de espírito, nos catapultam para dentro de si e ocupam nossas mentes até o final. Não raro eles também sabem encerrar sua estadia, seja por meio de uma conclusão narrativa ou deixando-nos abertos à incerteza. Na vida, contudo, o fim de uma história raramente é anunciado. Nosso último encontro com alguém não vem acompanhado do letreiro onde vem escrito “fim”.Aftersun(Reino Unido/EUA, 2022 – O2 Play/Mubi), queridinho da crítica mundial e arrebatador de premiações deste ano (incluindo o Troféu Bandeira Paulista, para novos diretores na Mostra de São Paulo), consegue o feito de fazer os dois.

O longa-metragem, primeiro da diretora escocesa Charlotte…

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Em Curitiba, canadense mostra na voz toda a gratidão por ter superado as adversidades enfrentadas pela família desde um pouco antes da pandemia

Texto e foto: Janaina Monteiro

Existe uma fórmula simples para constatar o caminho da nossa evolução: traçar paralelos. Feche os olhos e assista à sua vida em retrospectiva. Eu, por exemplo, era tímida, com baixa autoestima e, ingênua, acreditava em príncipe encantado. Ou seja, bem diferente da minha versão atual.

Portanto, se o tempo serve pra alguma coisa – além de nos botar rugas na cara – é nos permitir comparar o passado e o presente, sobretudo em relação ao modo como enfrentamos as adversidades, os furacões, ostsunamisda vida. Porque num piscar de olhos, o chão pode ruir. O cantor e compositor canadense, Michael Bublé, que esteve no Brasil recentemente com a turnê denominadaAn Evening With…, sabe muito bem como lidar com esse…

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