Mondo Bacana

Em Curitiba, canadense mostra na voz toda a gratidão por ter superado as adversidades enfrentadas pela família desde um pouco antes da pandemia

Texto e foto: Janaina Monteiro

Existe uma fórmula simples para constatar o caminho da nossa evolução: traçar paralelos. Feche os olhos e assista à sua vida em retrospectiva. Eu, por exemplo, era tímida, com baixa autoestima e, ingênua, acreditava em príncipe encantado. Ou seja, bem diferente da minha versão atual.

Portanto, se o tempo serve pra alguma coisa – além de nos botar rugas na cara – é nos permitir comparar o passado e o presente, sobretudo em relação ao modo como enfrentamos as adversidades, os furacões, ostsunamisda vida. Porque num piscar de olhos, o chão pode ruir. O cantor e compositor canadense, Michael Bublé, que esteve no Brasil recentemente com a turnê denominadaAn Evening With…, sabe muito bem como lidar com esse…

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Harry Styles

Mondo Bacana

Oito motivos para não perder um dosshowsdo cantor, ator e ex-integrante do One Direction durante sua passagem pelo Brasil em dezembro

Texto por Janaina Monteiro

Foto: Divulgação

Quantos ex-integrantes deboy bandvocê se recorda de terem feito tanto sucesso ao se lançar em carreira solo? Robbie Williams? Ricky Martin? Pois o ex-One Direction Harry Styles entra para esse seleto rol com a diferença de que ele é um sujeito que pelo menos tenta atravessar as fronteiras do óbvio. Por conta disso vem sendo chamado de David Bowie da nova geração. Soa um pouco pretensioso? Será mesmo?

Fato é que os dois primeiros e premiadíssimos álbuns de Styles (o homônimo, de 2017, e Fine Line, de 2019) prestam uma clara homenagem a Bowie, além de Joni Mitchell. E essa inspiração do Camaleão é facilmente detectada em seu visual andrógino carregado de propósito, para romper as barreiras da…

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Michael Bublé

Mondo Bacana

Oito motivos para não perder a passagem da nova turnê do crooner canadense pelo Brasil

Texto por Janaina Monteiro

Foto: Divulgação

Se existe uma palavra que define tanto a vida quanto a carreira de Michael Bublé é perseverança. Hoje famoso mundialmente, o canadense de Burnaby sofreu no início para provar que não era apenas um rostinho bonito com uma voz afinada. Tanto é que chegou a ouvir do empresário de uma major: “por que eu investiria em você se já existe Frank Sinatra?”. Oras, simplesmente porque o Frank Sinatra já morreu. Assim respondeu o cantor, que segue uma linhagem praticamente em extinção: a decrooner.

Além de Sinatra – que foi a grande inspiração de Bublé –podemos elencar vários intérpretes de canções de diferentes gêneros, dojazzao pop clássico. Nat King Cole, Bobby Darin, Paul Anka, Bing Crosby, Tony Bennett e Harry Connick Jr são apenas alguns…

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A-ha: True North

Mondo Bacana

Introspecção do novo disco do trio é antecipada nos cinemas com muitas imagens da natureza imponente e gélida do norte norueguês

Texto por Janaina Monteiro

Foto: Cinemark Brasil/Divulgação

A long, long time ago, os oceanos eram cristalinos e azuis como a voz e os olhos de Morten Harket, ofrontmando A-ha, banda originária da Noruega, país nórdico dosvikings, guerreiros que tinham fama de serem brutais e ferozes mas, contraditoriamente, permitiam o divórcio às mulheres.

Neste país das maravilhas, as estátuas e barcos naufragados estão por toda parte. A felicidade está estampada no rosto das pessoas. A aurora boreal proporciona um espetáculo surreal. Enfim, a paz reina na Noruega. Nos museus, a História se solidifica. Contudo, não se pode dizer o mesmo das calotas polares do Círculo Ártico que derretem numa velocidade assustadora. Enfim, o meio ambiente vem sendo degradado a passos detroll.

Justamente essa…

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Corinne Bailey Rae – ao vivo

Mondo Bacana

Britânica brinca com as palavras em português e abraça a plateia curitibana com sua voz aveludada

Texto e foto por Janaina Monteiro

Quando Corinne Bailey Rae começa a cantar é como se a plateia se sentisse abraçada com sua voz de veludo. Foi o que tomou conta do Teatro Positivo numa noite especialmente estrelada, inclusive, no primeiro dia deste mês de setembro. Esse show em Curitiba (e depois em Belo Horizonte e São Paulo, nos dias 3 e 5) foi uma espécie de “esquenta” para a sua apresentação no Rock In Rio, programada para o palco Sunset, na abertura da segunda semana do festival (8).

Aliás, o sol remete está no nome da sua atual turnê, chamadaSunlight, Sunlight!,. É a luz ressurgindo em nossas vidas após o período pandêmico e traz novamente os artistas para o local onde merecem estar: o palco. E para Corinne essa luz sempre…

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Guns N’ Roses

Mondo Bacana

Oito motivos para não perder o show desta nova passagem de Axl Rose, Slash e Duffy McKagan por terras brasileiras

Texto por Janaina Monteiro

Foto: Divulgação

Prepare a sua bandana porque o Guns N’ Roses vem aí! Os norte-americanos trazem o rock “mais perigoso do mundo”, que estourou no final dos anos 1980, aproveitando a esteira deshowsinternacionais que desembarcaram no Brasil recentemente.

A turnê, com o sugestivo nomeGuns N’ Roses Are F’ N’ Back!, inclui 13 apresentações na América do Sul, passando por várias cidades brasileiras. Serão seis no total, em setembro. São elas: Recife, dia 4; Belo Horizonte, dia 13; Ribeirão Preto, 16; Florianópolis, 18; Curitiba, 21; e Porto Alegre, 26 (mais informações sobre locais, horário e compra de ingressos, cliqueaqui). Vale lembrar que o grupo também estará no Rio de Janeiro como um dosheadlinersdo Rock In Rio no dia 8.

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Noite Passada em Soho

Mondo Bacana

Em mais uma mescla de gêneros, Edgar Wright mergulha na nostalgia do glamour da moda e da música da Swinging London dos anos 1960

Textos por Janaina Monteiro e Abonico Smith

Foto: Universal Pictures/Divulgação

O ser humano segue uma tendência natural em acreditar que tudo o que é bom já foi feito. Que o novo é a combinação de elementos já inventados nas décadas passadas, principalmente quando se trata de arte, de música. É impossível pensar na música pop feita hoje sem evocarmos, por exemplo, os anos 1960. Ou melhor, a Inglaterra dos anos 1960, berço de bandas e cantoras icônicas que nos fazem soltar aquela frase clichê: “queria ter nascido nessa época!”.Good old days!

EmNoite Passada em Soho(Last Night In Soho, Reino Unido, 2021 – Universal Pictures), o diretor britânico Edgar Wright traz para seuthrillerpsicológico toda a nostalgia sessentista através da protagonista…

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Meu nome é Janaina, sem acento

Você já parou pra pensar por que se chama Pedro? Maria? Ou Carolina? Qual a origem do seu nome e o que ele significa? Por que seus pais decidiram chamá-lo dessa maneira?

O nome é nosso cartão de visitas e parece até incorporar muito da nossa personalidade. Os meninos, por exemplo, quando recebem o nome do pai, transformam-se em Júnior. E do avô, em Neto, tipo nome de jogador de futebol, não é mesmo? Meu filho, por exemplo, tem nome composto, de santo e imperador: Marco Antônio. Nomes compostos funcionam muito na hora da bronca. Quando estou muito brava, é: “Marco Antônio, venha já pra cá!!”

No Brasil, de acordo com o último Censo Demográfico, de 2010 (sabe-se lá quando será o próximo), existem cerca de 200 milhões de habitantes com mais de 130 mil nomes diferentes. 

Ou seja, nosso país é um verdadeiro caldeirão repleto de nomes diferentes, devido às várias etnias que influenciaram nossa cultura, entre elas a africana e indígena. Aposto que você tem um amigo, conhecido ou até mesmo parente cujo nome tem origem na língua africana iorubá ou tupi. 

Eu, por exemplo, me chamo Janaina. Jana para os íntimos. Muito prazer!

E assim me chamam porque um belo dia, no final dos anos 70, meu pai escutou esse nome peculiar vindo do apartamento do vizinho e achou diferente. Além disso, uma das primeiras “janainas” famosas foi a filha de uma atriz de sucesso na época, a Leila Diniz (como diz a recente música do Caetano).

Minha mãe queria Juliana (que tá na música do Gil), mas, quando nasci, ela foi voto vencido. E Janaina veio ao mundo, em Salvador, Bahia, a primeira capital do Brasil, pertinho de Porto Seguro, por onde os portugueses “chegaram” (ou invadiram) o Brasil. Terra onde desembarcaram milhões de negros escravos.

Pra entender de onde surgiu meu nome, precisamos lembrar a história dos africanos e dos indígenas, dois povos que sofreram com a escravidão durante o período colonial. Primeiro, vamos falar dos iorubás. A maioria dos escravos que vieram para o Brasil era de origem iorubá. 

Antes de os portugueses chegarem à África, há milhaaaares de anos, os reinos iorubás eram constituídos por diversos povos e sociedades que habitavam as regiões sul, sudeste e sudoeste dos rios Níger Benué.

Historiadores dizem que, nessa área, viviam os povos de línguas edo, idoma, iorubano, ibo, ijó, igala, nupe, entre outros de origem linguística níger-congo. 

O povo iorubá, portanto, é formado por grupos que têm como ancestral comum Odudua, fundador de Ifé, considerada o núcleo inicial das demais cidades desse povo. Os iorubás surgiram na África ocidental, entre o sudoeste da atual Nigéria e Benim, que era uma espécie de miniestado subordinados a Ifé e foi fundado pelos povos edos. Era organizado por um chefe (ovie/ogie), representante da unidade de várias comunidades administrativas, pelas linhagens e pelos grupos de anciãos. Os mais velhos tinham o poder de legislar sobre as terras e os costumes das aldeias agrícolas, além de orientar o trabalho de alguns grupos. 

Os problemas e disputas na comunidade eram resolvidos nos santuários criados em homenagem aos ancestrais. As funções administrativas e políticas eram divididas de acordo com a hierarquia de geração. Os adultos cuidavam da proteção e das atividades principais, enquanto os mais novos eram encarregados de pagar os tributos ao obá (rei).

Em termos econômicos, os reinos iorubás não eram grandes produtores agrícolas, pois as terras não eram muito férteis. Apesar disso, cultivavam inhame, melão, feijão, pimentas-de-rabo, anileiras e algodão. Como eram entreposto de mercadores, o que mantinha o povo era o comércio. Eles se expandiram em direção às rotas comerciais com o intuito de controlar as atividades mercantis e dominar outros pontos, como Aboh, Onistsha e Eko.

Se analisarmos a história dos povos africanos, vamos perceber que a escravidão já existia por lá. Lembram do Egito? País da Cleópatra (que se casou com Marco Antônio… olha lá, nome do meu filho).

Pois bem, a escravidão remonta à Antiguidade na África e pode ser dividida em três tipos:

Na doméstica, os escravos eram aqueles que cometiam crimes, ou que eram “vendidos” pela família por questão de sobrevivência. A expansão do islamismo também fez muitos daqueles que não se convertiam na religião em escravos. Já no terceiro tipo entram em cena os europeus, mais precisamente nossos colonizadores, os portugueses. Estamos no século XV, época da expansão marítima comercial, quando 11 milhões de africanos viajaram para a América, nos chamados navios negreiros, na condição de escravos. Mais de 5 milhões vieram parar no Brasil. É um absurdo de gente, não acham?

Indígenas e o arrastão

Outro povo que sofreu nas mãos dos portugueses foram os índios. Na verdade, os indígenas (que é o termo mais adequado e menos pejorativo), foram os primeiros a serem escravizados depois que o Brasil foi “invadido” pelos portugueses, em 1500. Só no século XVI, os africanos vieram para cá. 

E onde os portugueses desembarcaram? Em Porto Seguro. Seguro pra quem?

Portanto, muita gente quando me conhece deve pensar que eu me chamo Janaina porque nasci na Bahia. Afinal, existem muuuuuitas músicas com o meu nome, como “Arrastão” na voz de Elis Regina.

Existem algumas teorias em relação à origem do nome Janaina. Alguns pesquisadores acreditam que surgiu do sincretismo de crenças e lendas africanas e indígenas. Fato é que Janaina é um dos nomes de Iemanjá, um dos orixás que simboliza a divindade do mar conforme a tradição dos cultos afro-brasileiros. 

O dicionário dos nomes vai nos dizer o seguinte: Iemanjá se originou a partir do idioma iorubá: Yemoja, uma contração de Yeye mo oja, que significa “mãe dos peixes”. Mas há lendas que contam que Janaina era uma bela moça que teria nascido na tribo dos Goitacás, região sul do atual estado do Espírito Santo. Além de “deusa do mar” e “rainha dos peixes”, Janaina também seria a protetora das donas de casa, sendo chamada de “rainha do lar”!

Outra hipótese: a de que o nome seria uma adaptação do nome português “Jana”, que em Portugal e em algumas partes da Espanha, é uma espécie de ser mágico, fada do rio ou sereia. 

Segundo o Censo, existem 210 mil Janainas no Brasil. Muitas delas aqui no Sul. E o Estado com maior número de homônimas é Pernambuco. Que curioso! O ápice das Janainas ocorreu mesmo nos anos 80.

O único porém do meu nome é quando eu encontro algum estrangeiro. Os gringos, principalmente nativos da língua inglesa, definitivamente não conseguem pronunciar o “í” tônico, mas isso é o de menos. O que importa é a gente ser feliz com o nome que carregamos!

E existem muitos nomes de origem africana: Tainá, Cauã, Iara, Cauê, Kauane, Caíque. Eu tinha uma amiga que se chamava Tainá (que tem origem tupi-guarani e significa “estrela“), que, olha só, virou nome de filme. 

Pois bem, a contribuição dos africanos e indígenas para cultura brasileira é indiscutível, mesmo porque esses dois povos formam a base da nossa história: 54% da população do nosso país é formada por negros, segundo o último Censo do IBGE. Ainda sim, convivemos com o preconceito.

E os nomes são justamente um reflexo disso. Apesar de conhecermos vários nomes próprios de origem iorubá e tupi, por exemplo, a maioria dos nomes “brasileiros” são europeus. 

Alguém saberia me dizer qual é o nome mais comum entre as mulheres?

Quem disse Maria, acertou!!!

E homem??? Será José ou João??

Enfim, não temos nenhum nome indígena ou africano no top dez. A maioria é de nomes de origem hebraica, de personagens bíblicos e santos católicos, um forte resquício da colonização. Somos uma nação de Marias, de Paulos, Pedros, Franciscos e… Antônios. Pimba, eu mesma entrei na estatística ao batizar meu filho com nome de santo. Santo imperador Totônio.

Cruella

Mondo Bacana

Live actioninspirado na clássica animação101 Dálmatasconta a trajetória da vilã com embates fashionistas eestética punk rock

Texto por Janaina Monteiro

Foto: Disney/Divulgação

Duas Emmas travam um embate fashionista retrô com fundo de vingança e estética punk rock na mais nova versão da vilã Cruella (EUA, 2021 – Disney). Ao contrário do que possa parecer, não há plumas no filme adaptado do clássico 101 Dálmatas, escrito pela britânica Dodie Smith em 1961, exibido nos cinemas abertos mundo pandêmico afora e agora chega à plataforma de streaming Disney+. 

O tecido que envolve a silhueta da trama mescla poliéster e algodão. É sustentável e as peles são sintéticas. Pode-se dizer que Craig Gillespie acertou a mão com sua câmera ágil para costurar a origem de Cruella. A protagonista surge como a garotinha Estella (Tipper Seifert-Cleveland), dona de uma personalidade fragmentada – rebelde e genial – refletida no tom…

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Framing Britney Spears

Mondo Bacana

Documentário sobre a ascensão e queda dapopstarchoca por mostrar o tratamento impiedoso dado pela mídia sensacionalista a ela

Texto por Janaina Monteiro

Foto: Globoplay/Divulgação

Num passado não muito distante, artistas eram perseguidos por fotógrafosstalkers.Paparazzide revistas de fofoca e tabloides internacionais ganhavam a vida com uma conduta nada ética, fomentando com cifras milionárias o jornalismo de celebridades que não poupava artistas nem princesas, vide o acidente que matou Lady Di e a derrocada da cantora Britney Spears.

Este, porém, não é o cerne do documentárioFraming Britney Spears: A Vida de Uma Estrela(Framing Britney Spears, EUA, 2021 – Globoplay), produzido pelo New York Times, que traz cronologicamente a ascensão e a queda dapopstar. A cobertura vai do início em que ela surgiu como uma adolescentea laLolita, doce, de voz afinada e cantando para um público-alvo adolescente, que basicamente…

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