A Fábula dos Ladrões de Ideias

Em uma terra chamada Marketônia, perto de uma estrada onde havia muitas capivaras, os criatônios viviam criando ideias brilhantes que iluminavam o mundo dos negócios. Cada ideia, fosse um produto inovador, um serviço criativo ou uma campanha genial, tinha o potencial de transformar Marketônia em um lugar próspero.

Porém, um problema surgiu: ideias estavam sendo roubadas. Um grupo conhecido como Ladrões de Ideias havia começado a agir, pegando criações alheias e dizendo que eram suas. Isso desanimou muitos criatônios, que preferiram guardar suas ideias em segredo, temendo que fossem roubadas.

Certo dia, uma jovem chamada Lúmina conversava com seu amigo Cléon em uma cafeteria.


— Cléon, você já reparou que ninguém mais quer apresentar ideias nas reuniões? — perguntou Lúmina.


— Como não perceber? — respondeu Cléon. — Na última vez que apresentei meu conceito de “Campanha Solar”, o Sombril o roubou e ainda levou os méritos. Até promoção ele ganhou!

Lúmina franziu a testa.


— Sombril é o chefe dos Ladrões de Ideias. Isso não pode continuar. Precisamos fazer algo!

Cléon suspirou, desanimado.


— Fazer o quê? Se falarmos algo, vão nos chamar de invejosos. Eles sempre conseguem se safar.

Mas Lúmina tinha um plano. Durante semanas, ela trabalhou em segredo, criando uma ferramenta revolucionária: a Luz da Verdade, um dispositivo mágico que brilhava somente nas mãos do verdadeiro criador de uma ideia.

Na próxima reunião geral de Marketônia, Lúmina subiu ao palco e apresentou sua invenção.


— Amigos, apresento a Luz da Verdade! A partir de agora, nenhuma ideia poderá ser roubada sem que a verdade venha à tona.

Sombril, sentado na primeira fila, deu uma gargalhada.


— Que bobagem, Lúmina! Ideias não têm dono. O importante é quem sabe usá-las melhor.

Lúmina o encarou, mantendo a calma.


— Então, Sombril, por que você não segura a Luz da Verdade? Vamos ver se ela reconhece você como criador de alguma ideia.

Desafiado, Sombril não teve escolha. Pegou a Luz da Verdade, que imediatamente apagou em suas mãos. Um murmúrio de espanto se espalhou pela sala.

— O que é isso? — exclamou Sombril, tentando fazer o dispositivo brilhar.


— É a verdade, Sombril — disse Lúmina, firme. — A Luz só brilha para aqueles que realmente criaram algo.

Cléon, que estava presente, levantou-se e apontou:


— E quanto à “Campanha Solar”, Sombril? Foi você quem criou?

Sombril tentou responder, mas a Luz nas mãos de Lúmina começou a brilhar intensamente, confirmando que Cléon era o verdadeiro criador. O embuste de Sombril havia sido desmascarado.

Os outros Ladrões de Ideias, temendo serem expostos, começaram a fugir da sala. Lúmina virou-se para a equipe:


— Marketônia só pode prosperar quando as ideias forem respeitadas. A ética é o alicerce de toda inovação. Sem ela, não somos nada.

Os criatônios aplaudiram, e a partir daquele dia, Marketônia tornou-se um lugar onde as ideias eram valorizadas e quem as criava levava devido crédito. E, assim, a ética voltou a iluminar os caminhos da criatividade.

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