Química na Política

Esqueci o sexo. Lembrei-me do amor, da paixão, mas… me esqueci do sexo. 

Como falar de Química e esquecer de sexo?

Im-perdoável. 

De qualquer forma, o exercício proposto durante o curso de escrita criativa era este: pegar dois temas aparentemente opostos (ou não muito similares), escolher um deles para escrever um texto usando elementos do outro, baseado num mapa mental (foi nesse mapa mental que esqueci do sexo). 

Esse mapa mental rodou pela turma toda, que incluiu novos elementos. Uma santa colega incluiu o sexo. 

No meu caso, os temas foram Química e Política.  

Detalhe, tudo à mão (o texto). Prazo: cinco minutos (ou 10?). 

Não lembro (cadê minhas sinapses?) 

E o resultado foi este: 

“Não existe fórmula mágica para fazer política.

A lei da atração (e da traição) é cada vez mais visível.

Uns entram nessa vida por paixão.

Outros, por uma simples experimentação.

Mas, no fim das contas, a pureza desse experimento é sempre discutível.

Como é que pode o Hélio se filiar ao mesmo partido político que o Plutônio?

Que lei da termodinâmica explicaria essa fusão?

Se acham gases nobres, inventando leis para que nós, pobres átomos do universo, continuemos presos em nosso tubo de ensaio.

Essa relação, meu caro amigo, cheira a enxofre!

Só que a vida na política é assim mesmo.

Como um hit do Mc Biel que vai se evaporar em dois segundos. 

Como sexo sem compromisso.

Cada hora um elemento se associa com outro, planejando o fim do mundo num laboratório de pura radioatividade.”

Clap. Clap. Clap. Clap your hands and say… 

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