Vivemos na era em que um meme vale mais que mil palavras e menos que meia ação. A geração meme (também conhecida como geração “kkk”, “slc”, “morto”, “eu todinho”) tem o superpoder de transformar qualquer tragédia, escândalo político ou crise existencial em uma imagem de baixa resolução com legenda em Impact font. Engajamento? Altíssimo. Solução de problemas? Deixa pra depois do repost.
Essa é a galera que chora com o fim do Wi-Fi, mas não com o fim da Amazônia. Que compartilha frases do tipo “fé no pai que o inimigo cai”, mas só se o vídeo carregar sem travar. Que vive num eterno estado de ironia, como se a realidade fosse apenas um grande episódio de The Office, e a vida, um meme ambulante narrado por um áudio do TikTok.
A geração meme acredita piamente que está mudando o mundo… uma figurinha do Zap por vez. Protesto? Só se for em thread no Twitter, ops, X. Mobilização? Se tiver filtro do Instagram, talvez. A luta é real, mas o meme é prioridade.
Enquanto isso, os adultos da geração passada, conhecidos (carinhosamente como “boomer raiz”) observam de longe, sem entender se esse pessoal está rindo ou pedindo socorro. Spoiler: muitas vezes é os dois.
Mas sejamos justos. A geração meme sabe rir de si mesma, e talvez isso seja seu maior trunfo. Porque quando tudo está pegando fogo, eles não correm… eles abrem o Canva, colocam uma frase sarcástica sobre a vida, jogam um emoji e postam: “quando a vida te dá limões, faz um meme e viraliza”.
Daí vem aquela famosa pergunta: e quem somos nós para julgar? Pelo menos no caos, eles ainda sabem fazer piada.