Em uma vila escondida entre montanhas, vivia Anaya, uma jovem conhecida por sua aura radiante. Sempre que ela entrava em um lugar, as pessoas sentiam uma calma inexplicável. Seu avô, um sábio da vila, dizia que isso acontecia porque os corações e a energia das pessoas são como ímãs — atraindo tudo o que vibra na mesma frequência.
Curiosa, Anaya perguntou:
— Se meu coração é um ímã, como posso atrair coisas boas?
O avô sorriu e respondeu:
— Tudo o que sentimos e pensamos emite uma energia. Se você espalha amor, recebe amor. Se carrega medo, atrai desafios. O segredo está em sintonizar seu coração com aquilo que deseja.
Determinada a testar isso, Anaya começou a observar sua energia. Nos dias em que acordava feliz e grata, tudo parecia fluir melhor. As pessoas eram gentis, oportunidades surgiam e até os pássaros pareciam cantar mais alto. Mas, quando se sentia triste ou irritada, percebia que pequenas coisas davam errado.
Um dia, enquanto caminhava pela floresta, encontrou um viajante abatido. Seu rosto mostrava cansaço e desespero. Ela se aproximou com um sorriso sincero e disse:
— Você está perdido?
O homem suspirou:
— Não apenas do caminho, mas de mim mesmo. Nada na minha vida parece dar certo.
Anaya fechou os olhos por um instante, sentindo a energia ao redor. Então, colocou a mão no próprio peito e disse:
— Seu coração ainda bate, certo? Então ele ainda pode ser um ímã para algo melhor.
Ela ensinou ao viajante o que aprendera com o avô: focar nos bons sentimentos, agradecer pelo que ainda tinha e imaginar a vida que queria atrair. O homem, cético no início, decidiu tentar.
Semanas depois, ele retornou à vila, transformado. Sua postura era ereta, seus olhos brilhavam. Ele contou que, ao mudar sua energia, encontrou novas oportunidades e até reencontrou sua alegria.
Anaya sorriu, sabendo que aquele era apenas mais um exemplo de que nossos corações e energia realmente funcionam como ímãs. E que, ao sintonizá-los com o que desejamos, podemos transformar nossa própria realidade.