pelo caminho

Crônicas, críticas e desabafos

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    Publicado originalmente em Mondo Bacana: Documentário procura evidenciar a influência e o poder das redes sociais na política brasileira dos últimos anos Texto por Janaina Monteiro Foto: Reprodução Quando Guy Debord escreveu?A Sociedade do Espetáculo, que serviu de base para os acontecimentos de maio de 1968, não poderia imaginar que a internet, seus algoritmos e o… Read more

  • Publicado originalmente em Mondo Bacana: Ao lado dos três filhos, cantor comemora 78 anos fazendo da tão esperada live um doce acontecimento musical em meio à pandemia Texto por Janaina Monteiro Foto: Globoplay/Reprodução A live de Caetano Veloso não foi qualquer coisa: foi um acontecimento. Depois de meses tentando convencer o baiano a se apresentar em tempo… Read more

  • Alan Parker

    Publicado originalmente em Mondo Bacana: Oito filmes para lembrar para sempre a trajetória do diretor e roteirista britânico que morreu aos 76 anos de idade Texto por Janaina Monteiro Fotos: Reprodução Difícil saber qual filme de Alan Parker fez mais sucesso. O diretor e roteirista, que morreu aos 76 anos decorrente de uma “longa doença”… Read more

  • O Zé de todo mundo*

    Em 1999, o ex-maldito re-nascia para a juventude universitária ao pisar no palco do festival Abril Pro Rock, em Recife. Ano passado, no mesmo festival, saiu do show direto para o hospital com princípio de infarto. Um fim de semana de abril de 2003. Abril Pro Rock em sua 11º edição e o baiano de… Read more

  • Nos meus 40 anos, havíamos planejado viajar para o local onde tudo começou. Onde índios e portugueses se viram pela primeira vez. Onde foi rezada a primeira missa. A terra da primeira capital do Brasil. De mestres, de gênios, de música, poesia, axé, gente boa. Terra onde, por um desses desvios da vida, eu nasci,… Read more

  • Publicado originalmente em Mondo Bacana: Mestres do bandolim e do acordeão se reúnem para imprimir ao mesmo tempo sofisticação e descontração em clássicos do cancioneiro popular Texto por Janaina Monteiro Foto: Rodrigo Simas/DeckDisc/Divulgação Só mesmo dois músicos virtuosos para unir no mesmo disco Stevie Wonder, Chitãozinho e Xororó, Gilberto Gil, Adoniran Barbosa e Astor Piazzolla.… Read more

  • O show estava previsto para as sete da noite, mas se majestade é brasileira, não há motivos para respeitar o horário britânico, nem seus súditos. Atrás das grades, numa fila do gargarejo estavam senhoras, boa parte mães de família, e crianças que chegaram ao parque Barigui, em Curitiba, às duas da tarde. Aflitas e cansadas,… Read more

  • “Existirmos – a que será que se destina?Pois quando tu me deste a rosa pequeninaVi que és um homem lindo e que se acaso a sinaDo menino infeliz não se nos iluminaTampouco turva-se a lágrima nordestinaApenas a matéria vida era tão finaE éramos olharmo-nos, intacta retina:A cajuína cristalina em Teresina”   Caetano Veloso compôs Cajuína… Read more

  • Minhas idas rotineiras ao Instituto Médico-Legal, o IML, costumam ser bastante dolorosas. Por mais habituada que esteja, respiro fundo toda vez que saio do carro da reportagem antes de entrar pelo portão da “pousada” dos mortos. Desde que o órgão sofreu a intervenção da Polícia Militar (o que deve terminar até a semana que vem… Read more

  • “Já foi o tempo em que os vizinhos se reuniam para tomar erva juntos”, disse indignada, num tom triste, uma mulher adepta de chimarrão, que mora na mesma rua onde um técnico em informática fora assassinado pelo próprio vizinho numa dessas noites quentes do inverno de Curitiba.  Um colega da imprensa lamentou o ocorrido. “A… Read more

  • Quando eu era “xóvem”, contando 20 primaveras, um dos meus passatempos prediletos era ser rata de sebo de vinil. O meu favorito era o Fígaro, Fígaro, Fíííííígaro, que (graças a Deus e aos donos) ainda funciona na Lamenha Lins, rodeado de prédios antigos lindíssimos. Eu era apaixonada pelas bolachas, fossem elas da cor laranja, rosa,… Read more

  • Minha memória mais antiga de leitora vem do berço. Eu, deitada, quase dormindo, e minha mãe acomodada numa poltrona, sob a luz de um abajur, forçando os olhos para ler a coleção inteirinha de Monteiro Lobato, que guardo até hoje. Os 15 volumes estão expostos na estante do meu apartamento juntamente com outros livros e… Read more

  • Domingo de Páscoa foi inesquecível. Depois de ganhar ovinho da mamãe, do papai, da vovó e do vovô, Totônio queria mais. Não chocolate. Mas hambúrguer de siri. Tudo culpa do Bob Esponja. Pego o guri na casa do pai e vamos rumo à Meca da junk food: o drive-thru do McDonald’s. Lotado, mas suportável. Compro… Read more

  • Toda vez que olho para o meu filho, costumo lembrar do dia em que Totônio nasceu. Ao ver aquele serzinho tão frágil, pensei: esse menino vai salvar o mundo. Meu companheiro de quarentena está salvando o meu mundo. Totônio foi concebido em 2 de fevereiro, dia de Iemanjá, também conhecida como Janaina. Como eu sei?… Read more

  • Sexta-feira Santa. Acordo com cheirinho de peixe no ar. Afinal, pela tradição cristã, não se deve comer carne vermelha em ato de compadecimento ao sacrifício de Jesus Cristo. Sexta-feira da Paixão é dia de reflexão, meditação, de ficar em silêncio, lembrando a via crucis do filho de Deus, que deu sua carne e sangue pelos… Read more

  • A máscara caiu

    O protocolo é usar máscara. O baile continua para aqueles que dançam conforme a música e cobrem suas bocas sem dar um pio. Que escondem seus sorrisos por trás de um tecido fino preso por elásticos. Mas o sorriso ainda está lá. Com ou sem dentes. Para outros, a máscara caiu. Os rostos foram desnudados… Read more

  • Talvez eu não sobreviva até o fim da quarentena. E não é por conta do coronavírus, não. Depois de 13 dias de um surreal confinamento, começo a ficar com hematomas das brincadeiras de luta, de super-herói, de levar pontapé quando Totônio me chama pra eu ir dormir juntinho dele na caminha.  Minhas pernas são uma… Read more

  • Em plena quarentena, uma cachorra está na rua, desolada, na frente de um shopping. O dono tenta lidar com a frustração de seu animal de estimação, ops, sua filha, e explicar o motivo de o lugar estar fechado num dia de semana. Afinal, por que os dois não podem ir às compras ou simplesmente passear lá… Read more

  • Ganhei o dia duas vezes

    Hoje o cansaço bateu, mas eu ganhei o dia. Duas vezes.  Aos 4 anos, Totônio não é o exemplo de piá bom de garfo. Bem diferente de quando começou a se aventurar pelo mundo dos sólidos. O menino comia de tudo. Era um pequeno glutão. Minha vida era amamentar e cozinhar. Dormir, pra quê?  Eu… Read more

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    Confie em você mesma é na sua gigantesca capacidade de transformar esse caroço num asteróide, daqueles que riscam o céu…